Wednesday, July 21, 2010

Quartzo

Quartzo leitoso, Assunção (escala indicada)

O quartzo cristaliza no sistema trigonal com a fórmula química SiO2. Trata-se do mineral mais abundante na superfície terrestre. De facto, a relativa baixa temperatura de cristalização associado á elevada dureza, 7 na escala de Mohs faz do quartzo um mineral abundante.
Quartzo, Minas da Panasqueira (50x40mm; 30x15mm)
Este dióxido de silício tem como minerais polimorfos a cristalobalite e a tridimite, apresentando enumeras variedades consoante o hábito do cristal e a sua cor. As tonalidades que apresentam correspondem na maioria das vezes a elementos vestigiais e/ou impurezas de outros elementos químicos.
Cacedónia, Loures (30x20mm) Quartzo com inclusões de rútilo, Novo Horizonte, Brasil (35x30mm)
Classificado como tectossilicato devido ao arranjo molecular de 2 oxigénios para 1 silício, dividindo-se nas variedades cristalina e microcristalina. No grupo microcristalino inclui-se a variedade fibrosa como a cancedónia e a granular como o jaspe. No grupo cristalino incluem-se por exemplo as ametistas. Muitas vezes com inclusões de outros minerais como a turmalina ou o rútilo.

Jaspe com intercalações de quartzo leitoso, Minas de São Domingos (150x80mm)

Saturday, March 13, 2010

Vila Cova

Trata-se de um jazigo metamórfico estratiforme de magnetite, com a exploração interrompida que se fazia a céu aberto e em subterrâneo.

Corta da exploração a céu aberto

As camadas magnetíticas, fortemente dobradas, têm espessuras entre os 3 e os 35cm inter-estratificadas com os xistos cloríticos e formações siliciosas com clorite do Ordovícico. Para além da magnetite ocorrem como minerais principais o quartzo e a clorite. De entre os minerais acessórios encontram-se albite, limonite, grunerite, ligados à génese do depósito ferrífero. O metamorfismo de contacto permitiu a formação de granadas (almandina) e impregnação de minério por pirite. bismuto ou calcopirite. Junto alguns exemplares colhidos em 2007.

Granada e Grunerite (60x45mm)

Grunerite (60x45mm)

Magnetite (90x60mm)

Sunday, November 22, 2009

Trocas

Todos os coleccionadores têm o hábito de fazer trocas entre si independentemente do objecto da sua colecção. As peças repetidas são trocadas por outras têm ou então apenas por substituição por uma de melhor qualidade. A maioria das vezes é a forma mais barata de enriquecer a colecção. A mineralogia não foge á regra e eu também não. Estou ao vosso dispor para trocar coisas de toda a parte do mundo para toda a parte. Contactem-me pelo email sousanb@gmail.com. Deixo aqui alguns exemplos:

Stilbite, Wahgoli Quarry, Poonah, Índia, (120x80mm)

Barite - Miraflores Cerro Warihuyn, Peru, (50x35mm)

Hemimorfite e Mimetite - Ojuela Mine, Mapimi, Durango, México, (70x50mm)

Saturday, May 16, 2009

Calcite

A calcite CaCO3 é um carbonato de cálcio que cristaliza no sistema trigonal. É um mineral muito abundante que ocorre em diversas formas e cores. O brilho é vítreo a nacarado apresentando-se de transparente a translúcida. A cor e transparência variam conforme a existência de elementos acessórios contaminantes e/ou devido á alteração.

Pedreira da Calbrita, Alenquer (40x20mm)

É de fácil identificação pela sua dureza – 3, reagindo com o ácido clorídrico a frio. A Vaterite e a Aragonite são os polimorfos, apresentando a mesma formula química mas arranjos estruturais diferentes mais instáveis. Ocorre em fácies sedimentar podendo também aparecer como ganga em zonas de alteração de mineralizações metálicas. Junto aqui fotos de dois dos locais que costumo frequentar para colectar exemplares deste mineral.

Vila Viçosa, (escala indicada)

Thursday, September 4, 2008

Loulé

O minério ocorre num diapiro, com estrutura em domo com dimensões que rondam os 800m. O diapiro encontra-se encaixado em rochas do tipo calcários, margas e dolomitos do Jurássico Médio a Superior. À superfície encontramos as Areias de Faro-Quarteira do Plistocénico. O material provavelmente não atingiu a superfície uma vez que encontramos o seu capeamento preservado, de composição essencialmente gipsífera. O capeamento existente não possibilita a passagem de água dos aquíferos para a massa de sal, evitando assim a sua dissolução.

Gesso (100x80mm)

O autor Jeremic (1994) propõe uma teoria - “bar-basin” para o tipo de ambiente deposicional. Segundo ele, existiria uma bacia marginal constituida por um braço de mar isolado do oceano por uma barreira que, periodicamente, possibilitaria o afluxo de água marinha. Estas condições, associadas ao alto índice de evaporação, iriam possibilitar a concentração de soluções ricas em sal. À medida que o processo de evaporação continua começaria a precipitação de halite e gesso. Continuando a aumentar a concentração de sais, dá-se a deposição de anidrite e gesso. À medida que se dá o assoreamento da bacia, esta poderia ficar isolada do oceano possibilitando a deposição de sais muito solúveis de K e Mg, silvite e carnalite, respectivamente.

Halite e Carnalite (170x100mm; 40x60mm)
Posteriormente, houve a contribuição de material continental e simultaneamente, ocorreu actividade vulcânica conferindo assim um carácter vulcano-sedimentar ao conjunto. Uma vez que o processo distensivo continua, ocorre subsidência progressiva da bacia, havendo reactivação do processo atrás descrito, explicando-se assim o bandado composicional sedimentar observado na mina: Uma de cor rosada (93 % NaCl), devido às impurezas disseminadas onde se pode observar o bandado composicional sedimentar (“bedding”),

Halite (180x100mm)

e outra de cor branca, (99,99 % NaCl) resultante de neoformação.

Halite (50x60mm)