O minério ocorre num diapiro, com estrutura em domo com dimensões que rondam os 800m. O diapiro encontra-se encaixado em rochas do tipo calcários, margas e dolomitos do Jurássico Médio a Superior. À superfície encontramos as Areias de Faro-Quarteira do Plistocénico.
O material provavelmente não atingiu a superfície uma vez que encontramos o seu capeamento preservado, de composição essencialmente gipsífera. O capeamento existente não possibilita a passagem de água dos aquíferos para a massa de sal, evitando assim a sua dissolução.
Gesso (100x80mm)
O autor Jeremic (1994) propõe uma teoria - “bar-basin” para o tipo de ambiente deposicional. Segundo ele, existiria uma bacia marginal constituida por um braço de mar isolado do oceano por uma barreira que, periodicamente, possibilitaria o afluxo de água marinha. Estas condições, associadas ao alto índice de evaporação, iriam possibilitar a concentração de soluções ricas em sal. À medida que o processo de evaporação continua começaria a precipitação de halite e gesso. Continuando a aumentar a concentração de sais, dá-se a deposição de anidrite e gesso. À medida que se dá o assoreamento da bacia, esta poderia ficar isolada do oceano possibilitando a deposição de sais muito solúveis de K e Mg, silvite e carnalite, respectivamente.
Halite e Carnalite (170x100mm; 40x60mm)
Posteriormente, houve a contribuição de material continental e simultaneamente, ocorreu actividade vulcânica conferindo assim um carácter vulcano-sedimentar ao conjunto.
Uma vez que o processo distensivo continua, ocorre subsidência progressiva da bacia, havendo reactivação do processo atrás descrito, explicando-se assim o bandado composicional sedimentar observado na mina:
Uma de cor rosada (93 % NaCl), devido às impurezas disseminadas onde se pode observar o bandado composicional sedimentar (“bedding”),
Halite (180x100mm)
e outra de cor branca, (99,99 % NaCl) resultante de neoformação.
Halite (50x60mm)
Comentários